domingo, 27 de dezembro de 2009

121 - Conferência pela navegação

Existem planos de um debate visando ativar a navegação no rio Caí

Estuda-se a realização de uma conferência para tratar do retorno da navegação comercial no rio Caí. Rio que é considerado pelas empresas de navegação como o de maior potencial para a navegação comercial no Rio Grande do Sul.
A navegação comercial no rio Caí, além de muito viável, representará uma enorme alavanca para o desenvolvimento da região, pois vai diminuir muito o custo do transporte até o porto de Rio Grande.
Além disto, será importante para o desenvolvimento do turismo na região.

domingo, 20 de dezembro de 2009

120 - Embutidos e conservas

Com mais de 100 anos, a Oderich é uma das mais antigas produtoras de enlatados de carne

Na Europa, um quilo de linguiça custa R$ 50,00. Portanto, as possibilidades de exportação de produtos de qualidade, que respeitem rigorosas normas de higiene e ambientais, são excelentes. O Vale do Caí já se destaca como exportador de carnes, mas vai aumentar muito a sua renda quando conquistar mais mercados nacionais e internacionais com sua produção de embutidos. A região tem grande tradição na produção destes alimentos, mas pode melhorar muito com a implantação de escolas técnicas especializadas e cursos superiores de engenharia de alimentos.
No setor de embutidos, a Cooperativa dos Suinocultores do Caí Superior Ltda (Cooperativa de Harmonia) é uma empresa de grande tradição. Foi fundada em 1935 e passa atualmente por uma fase de expansão e modernização. Seu diretor executivo, Ronei Lauxen, é presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul - SICADERGS.
A perspectiva é ainda melhor no setor de conservas. A Conservas Oderich SA, fundada em 1909, foi uma das primeiras empresas do mundo a fazer conservas de carnes em lata. Hoje centenária, a Oderich exporta para dezenas de países ao redor do mundo.
Diminuição de custo e ganhos de qualidade serão incentivados pelo cluster (através da navegação fluvial, ramal ferroviário, asfaltamento das estradas do interior, internet banda larga, cursos médios e superiores voltados para a produção de alimentos, estrutura bancária e comercial voltada para a exportação, consultorias etc).
Com isto será agregado valor à produção local, aumentando a geração de riqueza.


119 - Macro e Microcluster

Tupandi é modelo para o desenvolvimento do cluster a nível regional (clique na foto para ampliar)

O Cluster Agroindustrial de Alimentos do Vale do Caí existe em dois planos: o micro e o macroeconômico.
No plano microeconômico ele já tem existência concreta: é o município de Tupandi. Tupandi é um verdadeiro fenômeno. Criado em 1989, tinha renda per capita pouco acima dos 700 dólares, como as nações africanas. Vinte anos depois, a renda per capita do município chega a 25 mil dólares, como a de alguns países europeus. Tupandi passou do terceiro para o primeiro mundo em apenas 20 anos e fez isto com o seu próprio esforço, usando uma estratégia de desenvolvimento simples e eficaz, com pouca divagação teórica e muito esforço prático. Uma vitória obtida por um pequeno grupo dirigente do município liderado pelo prefeito Hilário Junges.
No plano macroeconômico, o Cluster Agroindustrial do Vale do Caí existe, principalmente, como um projeto. A idéia é levar adiante o sucesso de Tupandi aplicando o seu modelo para toda a região à qual pertence Tupandi: o Vale do Caí, no Rio Grande do Sul.
Em muitos aspectos, o projeto do cluster imita o modelo já consagrado em Tupandi, mas propõe também várias novas possibilidades. A idéia do cluster vem fermentando há vários anos, desde a publicação do livro Um Milagre Chamado Tupandi (cujos capítulos principais podem ser lidos no blog Histórias do Vale do Caí, postagens 328 a 315). Ganhou novo impulso com a criação do nome Cluster Agroindustrial do Vale do Caí, surgido no início de 2009, a partir de uma troca de idéias com Daniel Fink e vem tomando maior impulso desde então, com o interesse que líderes municipais como Oregino Francisco, prefeito de Pareci Novo; Vanderley (Mano) Kerscher, prefeito de Tupandi; Mário Rohr, ex-prefeito de São José do Sul e Darci Lauermann, prefeito de São Sebastião do Caí, vêm demonstrando pelo projeto. O Consórcio Intermunicipal do Vale do Caí vem se destacando pelo empenho em desenvolver projetos importantes para a concretização do Cluster Agroindustrial do Vale do Caí, como a restauração da navegabilidade comercial no rio Caí, a implantação de biodigestores e o asfaltamento das estradas interioranas do município.

118 - Sem medo de ser copiado

Hilário Junges tem sua obra reconhecida a nível nacional

Hilário Junges tem feito palestras pelo Rio Grande do Sul e outros estados brasileiros procurando transmitir a sua experiência como prefeito de Tupandi, que redundou no espetacular progresso desse município. Ele não tem receio de ensinar para outros o segredo do sucesso de Tupandi. O ideal para ele seria que o exemplo de Tupandi venha a servir para que municípios do mundo inteiro progridam, melhorando as condições de vida de suas populações.
O mesmo espírito deverá prevalecer no Cluster Agroindustrial de Alimentos do Vale do Caí. Embora o sucesso do cluster dependa dele ter capacidade de produzir alimentos com maior eficiência e menores preços do que os concorrentes do país e do mundo, o temor diante da concorrência não deve impedir a divulgação da estratégia de desenvolvimento do cluster.
Caso o Cluster Agroindustrial de Alimentos do Vale do Caí se desenvolva e venha a ser um grande sucesso, outras regiões do mundo poderão tentar imitá-lo. O desafio para o Cluster Vale do Caí será aperfeiçoar-se cada vez mais, para permanecer sempre à frente da concorrência.

117 - As prefeituras sairão ganhando

Um terminal hidroviário no rio Caí poderá atrair cargas do Vale do Caí e da Serra Gaúcha (clique sobre a foto para ampliá-la).

Assim como as usinas hidroelétricas e os parques eólicos dão grande retorno de impostos aos municípios, também os terminais hidro rodoviários que serão instalados no rio Caí irão beneficiar os municípios nos quais eles serão instalados: Montenegro, Capela, Pareci Novo e Caí.
Os terminais hidroviários também estimulam a implantação de indústrias. É recomendável que as prefeituras instalem distritos industriais junto a eles, pois não faltarão empresas interessadas em se localizarem num local que proporciona grande redução nos custos de transportes.
Com tudo isto, aumentará a receita das prefeituras e a suas possibiliades de proporcionar benefícios à população.

116 - A grande usina geradora de energia

Grandes biodigestores terão capacidade para produzir energia elétrica suficiente para atender a demanda regional e ainda gerar excedentes para outras regiões


Com dez mil aviários e instalações similares funcionando em uma pequena região, o Cluster Agroindustrial de Alimentos terá a possibilidade de gerar enorme volume de energia. O suficiente para abastecer de energia em torno de dois milhões de residências.
Isto será possível graças à implantação de dez grandes aviários que absorverão o estrume gerado em pocilgas, aviários, tambos de leite, criação de gado bovino em confinamento, unidades de cunicultura (criação de coelhos) e similares.
Com isto, e mais a geração de energia proporcionada pela usina hidroelétrica que funcionará na barragem feita para possibilitar a navegação até São Sebastião do Caí, a região se tornará numa das principais geradoras de energia do estado.
A farta produção de energia, seja na forma de eletricidade ou de gás, vai estimular a economia local e dará grande retorno de impostos para os municípios da região.

115 - Uma visão de futuro

Melhoria da estrada de ferro que liga o Vale do Caí às regiões produtoras de soja e milho e mais a implantação de ramais que levem estes produtos até às fábricas de ração fazem parte do projeto

Dentro de dez anos, um ramal ferroviário trará o milho, a soja e outros componentes da ração animal diretamente para as fábricas de ração estabelecidas na região. A ração será levada para os 10 mil aviários que estarão instalados nos 0 municípios do Vale do Caí. Isto representa uma média de quinhentos aviários por município, o que equivale ao número de instalações hoje existentes atualmente em Tupandi, um dos menores municípios da região. Vê-se por aí que a meta de 10 mil aviários, a ser atingida em 10 anos, é perfeitamente alcançável.
Nos aviários, a ração será transformada em carne e em escrementos dos animais.
Estes escrementos, juntamente com outros resíduos serão levados para dez grandes biodigestores instalados na região, em pontos estratégicos para que a distância entre cada aviário e o biodigestor mais próximo não seja maior do que cinco quilômetros.
Processando os resíduos de 10 mil aviários, pocilgas e outras instalações do gênero, os biodigestores fornecerão adubo orgânico de alta qualidade em quantidade suficiente para transformar o Rio Grande do Sul num polo mundial na produção de alimentos vegetais (hortifrutigranjeiros) produzidos de forma natural (livres de adubação química). Um aeroporto internacional especialmente destinado ao transporte de cargas será instalado no interior de Capela de Santana para levar estes produtos frescos para os grandes centros de consumo do mundo, aprovietando a estrutura montada para a exportação de carnes.