segunda-feira, 29 de outubro de 2012

334 - Banda larga é insumo fundamental

A região precisa de ligação rápida com o mundo

A jornalista Carolina Bahia, na sua coluna em Zero Hora, deu uma dica preciosa para os prefeitos gaúchos. Eles precisam se mobilizar para tornar a banda larga acessível a todos.
Já é possível tornar a banda larga acessível a todos. Isso já está acontecendo na região de Passo Fundo. Lá foi feita uma parceria com a empresa Coprel Telecom e Telebras.
Com isso, está sendo oferecido acesso à internet a, no máximo, R$ 35,00 o megabyte. 
Quem está promovendo isso é o Programa Nacional de Banda Larga e, segundo o seu presidente Caio Bonilha, o próximo passo será implantar o mesmo sistema na região metropolitana de Porto Alegre. Montenegro, Capela e Portão, portanto, já poderão entrar nessa.
A banda larga de internet está se tornando um insumo básico para empresas, escolas e qualquer outro tipo de atividade. No futuro, terá mais influência para o desenvolvimento do que o abastecimento de energia elétrica.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

333 - Consórcio Sicredi

Implantar aviários pode ser mais fácil com o sistema de consórcio
O Sicredi é uma instituição financeira que tem as suas raízes no Vale do Caí e no meio rural. Recentemente, ele passou a operar planos de consórcio e seria muito natural que oferecesse financiasse, dessa forma, a construção de aviários. O que, no entanto, ainda não está acontecendo.
Mas seria de estudar esta possibilidade, pois a grande dificuldade para os agricultores que desejam ter um aviário, ou pocilga, é o alto investimento inicial para a implantação de uma dessas instalações.
Juntamente com financiamento do Pronaf e com os incentivos oferecidos pelas prefeituras, o consórcio poderiam ajudar a viabilização desse investimento para o produtor rural. Assim, até mesmo um produtor muito modesto poderia ingressar nesse ramo tão lucrativo e que favorece tanto o desenvolvimento econômico no meio rural.
O consórcio não precisaria cobrir o valor total a ser investido.
Podem ocorrer, por exemplo, casos como o de um caminhoneiro que deseje mudar para uma vida mais pacata instalando um aviário na propriedade da família.  Ele poderá vender o caminhão e obter, com isso, uma parte do valor do investimento.
No pequeno município de Tupandi foram implantados mais de 500 aviários e esta é a principal explicação para esse município ter alcançado nível de renda equivalente à dos países do primeiro mundo. Outros municípios da região poderiam, também, contar com centenas de aviários e com situação tão boa quanto a de Tupandi. Para isso é preciso encontrar meios de viabilizar a implantação das instalações. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

332 - Empreguismo e falta de plano estratégico caracteriza os municípios com baixo desenvolvimento

O Caí foi o município da região que menos se desenvolveu nos últimos 20 anos
A primeira conclusão que se tira ao estudar o fenômeno ocorrido em Tupandi é a de que o desenvolvimento do município depende, fundamentalmente, da ação governamental. E não se fala aqui de governos nacional ou estadual, mas sim do muncipal. No caso Tupandi percebe-se claramente que a política econômica seguida pelo seu governo foi a verdadeira causa do crescimento fabuloso ali observado. Nos demais municípios que se destacam na tabela (aqueles que seguiram o modelo de Tupandi), o fato de imitar o modelo que deu certo no município vizinho mostrou ser uma excelente estratégia de desenvolvimento. 
Outra lição que se pode tirar do levantamento realizado pelo Fato Novo é de que dá muito certo incentivar fortemente a implantação de aviários e pocilgas. Todos os municípios que fizeram isso se deram bem. Tupandi tem mais de 500 dessas instalações no seu pequeno território e Pareci Novo deve o seu grande desenvolvimento recente ao forte investimento nesse setor. 
Não se pode esquecer a noção mais básica para o desenvolvimento (de uma família, de um país, de uma empresa ou de um município). É necessário poupar e, com o capital acumulado, fazer investimentos produtivos. Toda família, empresa e governo precisa poupar para poder investir. E sem investimento não há crescimento. No caso de governos é preciso ter especial cuidado para evitar gastos com o empreguismo. Esse aspecto fica bem demonstrado na matéria publicada pelo Fato Novo em 26 de setembro de 2012, que pode ser facilmente acessada clicando no google:
quanto as prefeituras gastam fato novo
A forma como a situação de todos os municípios foi exposta, lado a lado numa tabela, contribui muito para que cada município tire suas conclusões e descubra o caminho que deve seguir para gerar progresso e melhorar as condições de vida do povo.
A ciência econômica ajudou a motivar e apoiar o fenômeno ocorrido em Tupandi. O trabalho científico, realizado pelo professor Luis Roque Klering, da PUC, revelou à sociedade o extraordinário caso de desenvolvimento de um município, ocorrido aqui no Vale do Caí. Algo, talvez, sem paralelo na história econômica mundial. 
O Fato Novo desempenhou um papel importante na divulgação do caso Tupandi, ajudando outros prefeitos da região a seguir esse modelo de desenvolvimento (baseado na administração municipal enxuta e concentrada na execução de um projeto de desenvolvimento adequado às características e potencialidades do município). Vários municípios da região adotaram o mesmo modelo, oferecendo fortes incentivos para os produtores rurais que implantam aviários ou pocilgas nas suas propriedades. São esses os municípios que mais cresceram nos últimos 15 anos. E é por isso que o Vale do Caí se destaca, hoje, como a região mais desenvolvida do país. 
Esperamos que, expondo e analizando a realidade regional, possamos continuar contribuindo para o desenvolvimento dos municípios da região.

331 - Prefeituras são fundametais para o desenvolvimento

A prefeitura de Tupandi é um exemplo a ser estudado e seguido

Nos últimos séculos, o que mais contribuiu para o progresso da humanidade foi o conhecimento científico. Um tipo de conhecimento baseado na pesquisa, ou seja, na observação da realidade de forma metódica e cuidadosa.
Uma das formas de conhecimento científico mais importantes é a Ciência Econômica. Ela contribui para o progresso econômico, que é fundamental para o progresso como um todo. A medicina, por exemplo, não se sustenta se não houver um suporte econômico capaz de ampará-la. Assim acontece com o progresso cultural e social. Ele é maior nos países que constroem, antes, uma boa base de progresso econômico.
EXEMPLO A SER SEGUIDO
Por outro lado se observa que o progresso econômico pode ser obtido a nível local ou regional. Um município que adote um plano estratégico de desenvolvimento bem fundamentado conegue progredir muito mais do que municípios vizinhos que não desenvolveram um plano semelhante.
Este foi o caso de Tupandi, que conseguiu um progresso extraordinário nos últimos 15 anos. Conforme matéria já publicada pelo Fato Novo, o valor adicionado do município (equivalente ao PIB) foi multiplicado 25 vezes entre os anos de 1997 e 2011. Desempenho espetacular, considerando-se que no Caí, no mesmo período, o aumento foi de apenas três vezes. Desde que se emancipou (há pouco mais de 20 anos), Tupandi deixou de ser o município mais pobre da região e tornou-se o mais rico.
Em edições recentes, o Fato Novo divulgou matéria que é uma  importante contribuição para a ciência econômica na região. Fez um inédito levantamento do progresso econômico obtido pelos diversos municípios nos anos mais recentes (desde 1997, pois não se dispõe de dados confiáveis para os anos anteriores.
Minucioso, o levantamento mostra o crescimento econômico de todos os municípios ano a ano, permitindo que o caso de cada município seja examinado e se tire conclusões quanto ao que deu certo e ao que não deu resultado nas políticas de desenvolvimento adotadas pelos municipios.
Os dados dessa pesquisa podem ser encontrados no site do Fato Novo, em edições anteriores (a de 7 de agosto de 2012. O nome da matéria é “Saiba como vai a economia no seu município” Pode ser mais fácil a localização usando o google. Digite: 
saiba como vai a economia no seu município Fato Novo
Clique sobre a tabela para ver melhor.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

330 - Bons ventos para a navegação

Rios gaúchos poderão imitar o Reno
Com o título "Frete menor, competição maior", a colunista Maria Isabel Hammes, abordou em Zero Hora a questão da retomada da navegação fluvial no estado.
O título não é de compreensão óbvia. O que ela pretendeu dizer é que, melhorando a navegação fluvial no Rio Grande do Sul, o custo dos fretes no estado vão diminuir e a nossa produção se tornará mais competitiva a nível nacional e internacional. O óbvio, finalmente, está sendo reconhecido.
A novidade é que o governo federal está preparando a descentralização da gestão das hidrovias. Ou seja, a administração do setor será feita pelos estados. Uma providência extremamente necessária. Para se ter uma idéia, atualmente, quem administra o porto de Estrela é a Companhia Docas do Maranhão. Pode dar certo uma coisa dessas?
O Rio Grande do Sul tem a mais notável rede de hidrovias naturais no país. São mais de 1.000 quilômetros de águas navegáveis, nos rios Jacuí, Gravataí, Sinos Taquari e Caí, terminando na Lagoa dos Patos e no superporto de Rio Grande. Um tesouro ainda inexplorado.
O rio Caí tem enorme potencial para o transporte rodoviário, pois ele corta a região mais industrializada e mais exportadora do estado. Um terminal situado próximo ao Polo Petroquímico de Triunfo seria extremamente viável e daria significativo impulso às exportações gaúchas devido à diminuição no custo do frete. Ali situado, ele se conectaria com a Ferrovia do Trigo: a fantástica estrada de ferro que já existe e se estende de Passo Fundo até Canoas passando sobre os rios Taquari, Caí e Sinos. Um investimento formidável, feito pelos governos militares, na década de 70, que é muito pouco aproveitado atualmente. Conjuntamente com um terminal ferroviário na sua transposição sobre o rio Caí, seria criada (com baixíssimo custo) um sistema rodo-ferro-hidroviário que alavancaria a economia gaúcha de forma decisiva e impressionante.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

329 - China abre as portas para carnes brasileiras

Importações chinesas começarão pela carne de suínos

As exportações de carnes brasileiras poderão ter grande impulso, com a liberação do mercado chinês. O tamanho desse mercado (mais de um bilhão de consumidores) torna a notícia extremamente positiva para os produtores brasileiros. Notícia do portal Ig expõe o assunto.
http://tvig.ig.com.br/noticias/economia/dilma+na+china+pais+abre+mercado+da+carne+suina-8a4980262f1d56bf012f46f9a4c60edc.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

328 - Um novo milagre no Vale do Caí

Seguindo o modelo de Tupandi, Pareci Novo consegue crescimento econômico record

Quando o atual prefeito de Pareci Novo, Oregino Francisco, assumiu o governo, em janeiro de 1995, tinha um plano estratégico para o desenvolvimento do município. Ele iria incentivar a implantação de aviários e pocilgas, seguindo o modelo vitorioso do município de Tupandi.
No começo não foi fácil. Não havia luz trifásica no interior do município - o que é necessário para o funcionamento de um moderno aviário - e foi primeiro necessário enfrentar essa carência.
O que foi excelente para o município porque, além de possibilitar a implantação dos aviários e pocilgas, também deu condições para a instalação de câmeras frias para guardar frutas cítricas na época de safra e vendê-las na entresafra, com melhor preço.
Depois de suprida a carência de energia, dezenas de aviários foram instalados ainda no seu primeiro mandato. Mas os resultados custaram um pouco mais para chegar. Devido aos altos custos do incentivo aos aviários, sobrava pouco dinheiro para investir em obras e benefícios que agradar à população e, talvez, Oregino nem conseguiria a sua reeleição. Ele só conseguiu isso devido ao grande esforço e habilidade em conseguir verbas em Brasília. Foram milhões de reais captados e convertidos em obras, inclusive a de asfaltamento da estrada Transcitrus.
No segundo mandato a implantação de aviários teve prosseguimento. Novos obstáculos tiveram de ser superados, mas o avanço foi grande. A cada ano, dezenas de novos aviários eram instalados e o valor adicionado (produção) do município crescia em ritmo muito forte (em torno de 20 % ao ano). Em 2010, o crescimento foi menor (9,4 %) em virtude de normas que dificultavam a instalação de novos aviários. Além disso houveram alguns problemas com doenças, e outros, que frearam o crescimento da avicultura e suinocultura naquele ano, freando o crescimento do município. Mas não parou o incentivo à implantação de novos galpões  e, no ano seguinte, que foi um ano de menores problemas, os aviários e pocilgas produziram mais, proporcionando o extraordinários crescimento de 60% na comparação com 2011.
O prefeito de Pareci Novo não tem a menor dúvida de que o extraordinário sucesso econômico do município se deve, fundamentalmente, à riqueza gerada pela criação de frangos e suínos em regime de integração.