quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

336 - FIERGS atua em favor do aeroporto do Vale do CAí

Ação da FIERGS apoia o projeto do novo aeroporto

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Heitor Müller, entregará ao Governo do Estado estudo de viabilidade econômica para a construção de um novo aeroporto na Região Metropolitana de Porto Alegre. 
Encomendado por meio de um convênio entre o governo e entidades empresariais, o estudo foi desenvolvido pelo escritório especializado em aeroportos da consultoria PwC, com sede em Londres.
A entrega será feita hoje, às quatro horas da tarde, ao titular da Secretaria do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, que representará o Governo do Estado. O evento ocorre na Sala do Investidor, no Centro Administrativo Fernando Ferrari – Av. Borges de Medeiros, 1.501, 21º andar.
Dentre outros pontos que serão apresentados nesta quarta-feira, o levantamento recomendará uma modelagem de negócio na qual o futuro aeroporto regional atue de forma articulada com o Aeroporto Internacional Salgado Filho. A conexão entre os negócios objetiva eliminar a concorrência entre as duas operações, tornando o negócio mais atraente a investidores.
O estudo não aponta local específico para o empreendimento, mas antecipa que há variadas possibilidades na Região Metropolitana. Por isso, entre as recomendações consta a realização de análise técnica para definição da melhor área. Para o presidente da AGDI, Marcus Coester, esse deve estar entre os próximos passos desse projeto. “O objetivo do estudo é contribuir para o processo de viabilização do empreendimento”, esclarece Coester.
A necessidade da construção de um novo aeroporto na Região Metropolitana, já amplamente discutida, deve-se às atuais limitações do aeroporto Salgado Filho e à demanda de ampliação das rotas internacionais, especialmente no transporte aéreo de cargas.
Até o momento, a área mais cogitada para a localização do aeroporto, que deverá ser um dos maiores e mais modernos do país, situa-se no Vale do Caí, entre os municípios de Portão, Capela de Santana, e Nova Santa Rita. Local muito próximo de Montenegro e do Cai.

sábado, 17 de novembro de 2012

335 - China abre seu mercado para a carne suína gaúcha

Produtores do Vale do Caí também deverão se beneficiar da abertura do mercado chinês

O jornal Zero Hora, na sua edição de hoje, divulgou notícia importante para a região: a de que, pela primeira vez, um frigorífico gaúcho conseguiu vender seus produtos no mercado chinês. A machete, com subtítulo, foi:
RS começa a vender carne suína à China
País que consome metade da produção mundial autoriza, pela primeira vez, a importação a partir de um frigorífico gaúcho, da Cotrijuí de São Luiz Gonzaga.
O site G1 noticiou o fato da seguinte forma:
"Um frigorífico de São Luiz Gonzaga, na Região das Missões, foi credenciado para exportar carne suína para a China. É o primeiro do Rio Grande do Sul e o quarto abatedouro do país a receber a certificação, conforme a reportagem do RBS Notícias.
O frigorífico, que pertence à empresa Cotrijui, são abatidos por dia mais de 1,7 mil animais. Para receber a certificação, a cooperativa teve que cumprir várias exigências, do campo até a indústria.
“Representa muito não só para o produtor de suíno, mas também para o produtor de soja, de milho. É a transformação desses produtos em carne e a conquista de um mercado novo”, diz o diretor-secretário da empresa, Osmildo Bieleski.
O mês de outubro foi o melhor do ano para exportação da carne suína brasileira. Só neste ano, 4,9 mil toneladas do produto já foram vendidas para outros países.
“Se abrindo novos mercados, vai haver uma demanda maior, e havendo uma demanda maior o preço deve melhorar também. Hoje o preço está bom. Hoje ele bate os custos e ainda sobra alguma coisa”, comemora o produtorSuinocultor em Santa Rosa, Edson Kist conta que, depois de anos difíceis, já percebe a reação dos preços pagos ao produtor nos últimos dois meses."

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

334 - Banda larga é insumo fundamental

A região precisa de ligação rápida com o mundo

A jornalista Carolina Bahia, na sua coluna em Zero Hora, deu uma dica preciosa para os prefeitos gaúchos. Eles precisam se mobilizar para tornar a banda larga acessível a todos.
Já é possível tornar a banda larga acessível a todos. Isso já está acontecendo na região de Passo Fundo. Lá foi feita uma parceria com a empresa Coprel Telecom e Telebras.
Com isso, está sendo oferecido acesso à internet a, no máximo, R$ 35,00 o megabyte. 
Quem está promovendo isso é o Programa Nacional de Banda Larga e, segundo o seu presidente Caio Bonilha, o próximo passo será implantar o mesmo sistema na região metropolitana de Porto Alegre. Montenegro, Capela e Portão, portanto, já poderão entrar nessa.
A banda larga de internet está se tornando um insumo básico para empresas, escolas e qualquer outro tipo de atividade. No futuro, terá mais influência para o desenvolvimento do que o abastecimento de energia elétrica.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

333 - Consórcio Sicredi

Implantar aviários pode ser mais fácil com o sistema de consórcio
O Sicredi é uma instituição financeira que tem as suas raízes no Vale do Caí e no meio rural. Recentemente, ele passou a operar planos de consórcio e seria muito natural que oferecesse financiasse, dessa forma, a construção de aviários. O que, no entanto, ainda não está acontecendo.
Mas seria de estudar esta possibilidade, pois a grande dificuldade para os agricultores que desejam ter um aviário, ou pocilga, é o alto investimento inicial para a implantação de uma dessas instalações.
Juntamente com financiamento do Pronaf e com os incentivos oferecidos pelas prefeituras, o consórcio poderiam ajudar a viabilização desse investimento para o produtor rural. Assim, até mesmo um produtor muito modesto poderia ingressar nesse ramo tão lucrativo e que favorece tanto o desenvolvimento econômico no meio rural.
O consórcio não precisaria cobrir o valor total a ser investido.
Podem ocorrer, por exemplo, casos como o de um caminhoneiro que deseje mudar para uma vida mais pacata instalando um aviário na propriedade da família.  Ele poderá vender o caminhão e obter, com isso, uma parte do valor do investimento.
No pequeno município de Tupandi foram implantados mais de 500 aviários e esta é a principal explicação para esse município ter alcançado nível de renda equivalente à dos países do primeiro mundo. Outros municípios da região poderiam, também, contar com centenas de aviários e com situação tão boa quanto a de Tupandi. Para isso é preciso encontrar meios de viabilizar a implantação das instalações. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

332 - Empreguismo e falta de plano estratégico caracteriza os municípios com baixo desenvolvimento

O Caí foi o município da região que menos se desenvolveu nos últimos 20 anos
A primeira conclusão que se tira ao estudar o fenômeno ocorrido em Tupandi é a de que o desenvolvimento do município depende, fundamentalmente, da ação governamental. E não se fala aqui de governos nacional ou estadual, mas sim do muncipal. No caso Tupandi percebe-se claramente que a política econômica seguida pelo seu governo foi a verdadeira causa do crescimento fabuloso ali observado. Nos demais municípios que se destacam na tabela (aqueles que seguiram o modelo de Tupandi), o fato de imitar o modelo que deu certo no município vizinho mostrou ser uma excelente estratégia de desenvolvimento. 
Outra lição que se pode tirar do levantamento realizado pelo Fato Novo é de que dá muito certo incentivar fortemente a implantação de aviários e pocilgas. Todos os municípios que fizeram isso se deram bem. Tupandi tem mais de 500 dessas instalações no seu pequeno território e Pareci Novo deve o seu grande desenvolvimento recente ao forte investimento nesse setor. 
Não se pode esquecer a noção mais básica para o desenvolvimento (de uma família, de um país, de uma empresa ou de um município). É necessário poupar e, com o capital acumulado, fazer investimentos produtivos. Toda família, empresa e governo precisa poupar para poder investir. E sem investimento não há crescimento. No caso de governos é preciso ter especial cuidado para evitar gastos com o empreguismo. Esse aspecto fica bem demonstrado na matéria publicada pelo Fato Novo em 26 de setembro de 2012, que pode ser facilmente acessada clicando no google:
quanto as prefeituras gastam fato novo
A forma como a situação de todos os municípios foi exposta, lado a lado numa tabela, contribui muito para que cada município tire suas conclusões e descubra o caminho que deve seguir para gerar progresso e melhorar as condições de vida do povo.
A ciência econômica ajudou a motivar e apoiar o fenômeno ocorrido em Tupandi. O trabalho científico, realizado pelo professor Luis Roque Klering, da PUC, revelou à sociedade o extraordinário caso de desenvolvimento de um município, ocorrido aqui no Vale do Caí. Algo, talvez, sem paralelo na história econômica mundial. 
O Fato Novo desempenhou um papel importante na divulgação do caso Tupandi, ajudando outros prefeitos da região a seguir esse modelo de desenvolvimento (baseado na administração municipal enxuta e concentrada na execução de um projeto de desenvolvimento adequado às características e potencialidades do município). Vários municípios da região adotaram o mesmo modelo, oferecendo fortes incentivos para os produtores rurais que implantam aviários ou pocilgas nas suas propriedades. São esses os municípios que mais cresceram nos últimos 15 anos. E é por isso que o Vale do Caí se destaca, hoje, como a região mais desenvolvida do país. 
Esperamos que, expondo e analizando a realidade regional, possamos continuar contribuindo para o desenvolvimento dos municípios da região.

331 - Prefeituras são fundametais para o desenvolvimento

A prefeitura de Tupandi é um exemplo a ser estudado e seguido

Nos últimos séculos, o que mais contribuiu para o progresso da humanidade foi o conhecimento científico. Um tipo de conhecimento baseado na pesquisa, ou seja, na observação da realidade de forma metódica e cuidadosa.
Uma das formas de conhecimento científico mais importantes é a Ciência Econômica. Ela contribui para o progresso econômico, que é fundamental para o progresso como um todo. A medicina, por exemplo, não se sustenta se não houver um suporte econômico capaz de ampará-la. Assim acontece com o progresso cultural e social. Ele é maior nos países que constroem, antes, uma boa base de progresso econômico.
EXEMPLO A SER SEGUIDO
Por outro lado se observa que o progresso econômico pode ser obtido a nível local ou regional. Um município que adote um plano estratégico de desenvolvimento bem fundamentado conegue progredir muito mais do que municípios vizinhos que não desenvolveram um plano semelhante.
Este foi o caso de Tupandi, que conseguiu um progresso extraordinário nos últimos 15 anos. Conforme matéria já publicada pelo Fato Novo, o valor adicionado do município (equivalente ao PIB) foi multiplicado 25 vezes entre os anos de 1997 e 2011. Desempenho espetacular, considerando-se que no Caí, no mesmo período, o aumento foi de apenas três vezes. Desde que se emancipou (há pouco mais de 20 anos), Tupandi deixou de ser o município mais pobre da região e tornou-se o mais rico.
Em edições recentes, o Fato Novo divulgou matéria que é uma  importante contribuição para a ciência econômica na região. Fez um inédito levantamento do progresso econômico obtido pelos diversos municípios nos anos mais recentes (desde 1997, pois não se dispõe de dados confiáveis para os anos anteriores.
Minucioso, o levantamento mostra o crescimento econômico de todos os municípios ano a ano, permitindo que o caso de cada município seja examinado e se tire conclusões quanto ao que deu certo e ao que não deu resultado nas políticas de desenvolvimento adotadas pelos municipios.
Os dados dessa pesquisa podem ser encontrados no site do Fato Novo, em edições anteriores (a de 7 de agosto de 2012. O nome da matéria é “Saiba como vai a economia no seu município” Pode ser mais fácil a localização usando o google. Digite: 
saiba como vai a economia no seu município Fato Novo
Clique sobre a tabela para ver melhor.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

330 - Bons ventos para a navegação

Rios gaúchos poderão imitar o Reno
Com o título "Frete menor, competição maior", a colunista Maria Isabel Hammes, abordou em Zero Hora a questão da retomada da navegação fluvial no estado.
O título não é de compreensão óbvia. O que ela pretendeu dizer é que, melhorando a navegação fluvial no Rio Grande do Sul, o custo dos fretes no estado vão diminuir e a nossa produção se tornará mais competitiva a nível nacional e internacional. O óbvio, finalmente, está sendo reconhecido.
A novidade é que o governo federal está preparando a descentralização da gestão das hidrovias. Ou seja, a administração do setor será feita pelos estados. Uma providência extremamente necessária. Para se ter uma idéia, atualmente, quem administra o porto de Estrela é a Companhia Docas do Maranhão. Pode dar certo uma coisa dessas?
O Rio Grande do Sul tem a mais notável rede de hidrovias naturais no país. São mais de 1.000 quilômetros de águas navegáveis, nos rios Jacuí, Gravataí, Sinos Taquari e Caí, terminando na Lagoa dos Patos e no superporto de Rio Grande. Um tesouro ainda inexplorado.
O rio Caí tem enorme potencial para o transporte rodoviário, pois ele corta a região mais industrializada e mais exportadora do estado. Um terminal situado próximo ao Polo Petroquímico de Triunfo seria extremamente viável e daria significativo impulso às exportações gaúchas devido à diminuição no custo do frete. Ali situado, ele se conectaria com a Ferrovia do Trigo: a fantástica estrada de ferro que já existe e se estende de Passo Fundo até Canoas passando sobre os rios Taquari, Caí e Sinos. Um investimento formidável, feito pelos governos militares, na década de 70, que é muito pouco aproveitado atualmente. Conjuntamente com um terminal ferroviário na sua transposição sobre o rio Caí, seria criada (com baixíssimo custo) um sistema rodo-ferro-hidroviário que alavancaria a economia gaúcha de forma decisiva e impressionante.